quarta-feira, 15 de setembro de 2010

cada fake uma história .

Naquele momento, comecei a perceber como o tempo muda as coisas, ameniza as coisas, e faz as pessoas se afastarem também. Aquelas sim, foram as piores férias da minha vida, as mais torturantes, as que me encheram de margura. Eu chorava tanto naquele dia, mais do que o normal, era uma dor incontrolavel dentro de mim, era algo acho que talvez, surreal! Eu fechava os olhos, e só conseguia enchergar, ou lembrar, imaginar, não sei, o Felipe falando varias vezes " Eu te amo minha pequena ". Isso me doia mais ainda, eu desci desesperadamente pra cozinha da minha casa, e peguei um estilete. É gente, nada tão facil, acho que eu não tinha preocupaçoes, mas eu era complicada o bastante, e tinha varios complexos na minha vida, nessa época. Subi pro meu quarto, antes disso, tomei que eu me lembre 11 cartelas de remédio, tarja preta. Fiquei vendo estrelinhas, e logo tentei varias vezes cortar meu pulso, com estilete. Cheguei á um ponto que eu nunca imaginei. Lembro de ter ficado vomitando muito, no meu quarto mesmo. Acabei dormindo, e não acordei no dia seguinte. Quando eu acordei, estava meu pai, meu irmão, Matheus, minha mãe enfrente a minha maca. Chorando, coisa estranha de se ver. Olhei pro meu braço, e eu estava cheio de curativos, e tomando soro. Horrivel!

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